SINOPSE

Anoitece em um jardim. E a noite traz com ela mistérios, segredos, o medo e o desconhecido. Mas a noite acorda várias criaturas também. E acorda o sonhar.

No sonho imagens se criam, ganham forma e vida. Estrelas, sapos, corujas e vagalumes tornam-se guias, a conduzir a criança por esta trilha mágica que leva ao amanhecer.

A madrugada, com suas nuances de cor, revela aos poucos a sinfonia dos passarinhos. O orvalho cintilante, a infinitude de cores trazidas pelo sol. Novas descobertas no jardim. O mato, a flor, a fruta. As abelhas, formigas e borboletas. E os sons que permeiam tudo.

Depois, à tarde, a chuva. O barulhinho da chuva nas folhas. O cheiro de terra encharcada de vida. As minhocas e o arco íris.

Mas é preciso anoitecer, o dia também precisa descansar. E vem o sono, e vêm a noite. E é pela mão da poesia que se faz essa passagem, a travessia entre real e imaginário, entre o estar desperto e o sonhar, dia e noite, noite e dia.

O jardim é microuniverso, pedaço de paraíso, também a matéria da qual somos feitos. O jardim somos nós, também nós amanhecemos e anoitecemos.

O jardim como metáfora da vida, do nascer e do morrer,  a poesia como o fio dourado que conduz pela viagem da existência. 

Um comentário:

  1. Agradeço por ter vivido experiências interessantes nesse jardim! Entre gargalhadas gostosas, expressões de espanto e silêncio inquietante, crianças e adultos podem aproveitar esta metáfora da vida para a reflexão. Um belo encontro como a imaginação e a arte.

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